4.2.09

O tempo e a fumaça


(Texto e Foto Bina Jares  , All rights reserved)


Ligou o carro e saiu. 18 horas. Fugir do rush. Trânsito de louco. E para louco. 

Pegar estrada. Era o “canal”.

Até onde? E por quê?

Calculou o combustível e pensou:

- Na metade eu volto.

E foi.

(Panda Bear é uma banda bem louca.)

Até quando? E por quê?

A música caminha pela fumaça doce,

da menina mexicana.

 

(Aaron Thomas também.)

 

A estrada passa por baixo do carro veloz.

O carro e a estrada.

Em direções opostas e na mesma velocidade.

Passam faixas gastas a 80, 100, 130 quilômetros por hora.

Buracos, velhos Chevettes.

Nada de curvas de Santos.

(Retas da BR – 316.)

 

E a menina mexicana aumenta o volume de Finish Me,

Do Aaron lá de cima, daqui de dentro, do iPod.

Chegou à metade.

Exata. Faz o contorno e volta.

Resta ainda a última metade.

 

Foi assim mesmo, com a música se misturando

a fumaça da menina.

Quanto tempo? E por quê?

A cidade começa a aparecer no final da avenida.

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