15.9.08

Parábola


Dois ou três passos para trás.
Nem sempre é recuar.
É pegar impulso.
O suor escorre pelo rosto.
Uma pequena trave que via-se
distante pequena, crescera a minha
frente, como uma grande barreira.
Enfio a vara no chão e me impulsiono.
O corpo sobe, ao contrário, descrevendo
uma parábola, não como esta.
Uma parábola que ultrapassa a altura
marcada, vigiada. O menor vacilo e
tudo põe-se a perder.
E tudo por dois passinhos* pra trás.

(*Em homenagem aos dois anos no silêncio do meu quarto)

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