28.6.08

Disq-mudança, alô !?

Tava falando, hoje mesmo, com o Alessandro. Queria ir em casa fazer uma visita. Uma dessas que sempre acaba em sexo, drogas e rock’n’roll. Não um com o outro, pelo-amor-de-deus. Ele com a mulher dele e eu com a droga do rock’n’roll. Droga no bom sentido, se é que isso é possível.
Tive que negar a visita. Disse pra ele que a casa está quase toda encaixotada. Mudança, saca?
Ele saca, mas me pediu distância do número do celular dele até chegar ao novo endereço.
Disse a ele que entedia. Esse negócio de mudança não é pra qualquer um. Mudanças podem deixar traumas, às vezes irrecuperáveis. Pra você ter idéia, na minha última trasferência de endereço, “perdi” um palhaço de patinete e um pinto robô. Os dois a corda. Brinquedos da década de 20. Na verdade boas réplicas. Trauma. Psicoterapia, já se vão lá oito meses.
Por causa de dois brinquedinhos de corda? Não parar de colecionar seja lá o que for. Dói menos na mudança. Cheguei a propor ao Alessandro uma sociedade: um Tele-mudança. Não, nada de caminhões, etc. Só conselhos. Uma espécie de CVV de quem vai (se) mudar. Acho que a gente ganhava uma grana legal, mas acho também que o Alessandro desligou o telefone.
Ei, Alê... alô... alô....

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