22.6.08

Cade, tu?


Por onde andas, inspiração?

Por andas que não passas de

uma página do Word em branco?


Vai, fala quantas moedas

queres por uma linha.

Te dou o que restou de mais

uma noite iluminada.


Ah, deves andar pelo inconsciente

escondida numa das páginas

de Pynchon.

Ou estaria nas do Wolffe.


Não, estás aqui.

Te peguei, preguiçosa.

Teimosa. Bêbada. Dopada.


Mas agora é tarde.

Te esperei muito.


O sono vem.


Amanhã te pego.

De jeito.


Na tua ressaca.

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