30.6.08

Time

Muita coisa a dizer.
Muito tempo ocupado.
Procurando.
Como um alpinista.
Em que pedra me
pendurar.

29.6.08

Os empataf.....


Um moleque escocês. Difícil de acreditar em alguém com um puta nome italiano e ter nascido na terra do Mr. Roderick Steawart (Rod, pros íntimos). O Certo é acabei de "comprar" esse daí, via Bit Torrent, minha Gramophone Discos da net. O cara é bom. Pop de qualiadade, dançante. Algumas vezes 70's black, outras vezes o swing 30's do Esquirrel nut zippers.
Vai, procura, baixa, bota qualquer hora e sai dançando pela casa.

O seu álbum de estréia, “These Streets”, produzido por Ken Nelson (ex- Coldplay), de Julho de 2006 e estreou-se em terceiro lugar no Reino Unido. Muitas das canções do álbum incluindo “Last Request” e “Rewind”, foram inspiradas pela turbulenta relação com a sua atual namorada, Teri Brogan, “Jenny Don’t Be Hasty” conta a história verídica de alguns encontros de Paolo com uma mulher mais velha e “Autumn”, umas das canções mais tocantes, é dedicada ao avô.

Taí uma série interessante. Uma boa aula de TV. Nem americana, nem inglesa.
Original argentino e produzida no México. Uma espécie de Esquadrão Classe A.
Só que bem mais humorado. O horário que a Sony passa é que é difícil: sábados
às 16 e 4 da matina do domingo. Das novidades da tv por assinatura, Os Simuladores
são o que diriam os velhos comentaristas esportivos: "uma grata surpresa."

28.6.08

Disq-mudança, alô !?

Tava falando, hoje mesmo, com o Alessandro. Queria ir em casa fazer uma visita. Uma dessas que sempre acaba em sexo, drogas e rock’n’roll. Não um com o outro, pelo-amor-de-deus. Ele com a mulher dele e eu com a droga do rock’n’roll. Droga no bom sentido, se é que isso é possível.
Tive que negar a visita. Disse pra ele que a casa está quase toda encaixotada. Mudança, saca?
Ele saca, mas me pediu distância do número do celular dele até chegar ao novo endereço.
Disse a ele que entedia. Esse negócio de mudança não é pra qualquer um. Mudanças podem deixar traumas, às vezes irrecuperáveis. Pra você ter idéia, na minha última trasferência de endereço, “perdi” um palhaço de patinete e um pinto robô. Os dois a corda. Brinquedos da década de 20. Na verdade boas réplicas. Trauma. Psicoterapia, já se vão lá oito meses.
Por causa de dois brinquedinhos de corda? Não parar de colecionar seja lá o que for. Dói menos na mudança. Cheguei a propor ao Alessandro uma sociedade: um Tele-mudança. Não, nada de caminhões, etc. Só conselhos. Uma espécie de CVV de quem vai (se) mudar. Acho que a gente ganhava uma grana legal, mas acho também que o Alessandro desligou o telefone.
Ei, Alê... alô... alô....

Mate-me, por favor II


- Armando, Armando, acorda...
- Leila, são 3 da manhã, me deixa dormir...
- Armando, só me diz... você me ama pra sempre?
- Ah, Leila... você sabe, vivo falando. Agora dorme.
- Armando, o Tonho se separou da Cleide...
- As pessoas se separam, Leila... dorme, amor...
- Armando, o Tonho falava que amava a Cleide pra sempre...
- Amor, o importante é que eu te amo pra sempre. Dorme...
- Tá bom, Armando... Eu também te amo pra sempre...
- Pronto, Leila, taí o que você queria... perdi o sono...
- Armando... aonde você vai?

Rato, porque motivo tu roeste meu sapato

Você é um homem, ou um rato?
Soa ou não soa antigo?
Porque cada vez mais
ratos?
Rastejam quando andam, ou
andam como rastejam?

Ratos perambulam pelo mais
inacessível esgoto, brecha, fenda,
espaço do teu espaço.
Escavucam sem parcimônia as entranhas
do cadáver.
Se alimentam de seus segredos.

Daquele ao próximo.

E assim caminha a humanidade.
Cada vez mais antigo o
você é um homem ou rato?

Ou você não passa de um velho ditado?

Ou você não passa de um velho rato?

O rato que desconhece o ditado.

Rato rói, escavuca.
Daquele ao próximo.

Ratos. Cada vez mais antigo o velho ditado.



26.6.08

Pedras que rolam

Parecia filme. O cabelo solto tremulava como uma bandeira.
Óculos escuros, grandes. Nada escapava do seu olhar. Embora ele escapasse de qualquer um. Velocidade, silêncio e Amy invadiam o carro. Cada um no seu espaço ideal. O certo. A brisa passava pelo rosto como uma seda passasse. A pequena mão em meus joelhos, o sorriso metálico, inocente como Juliete Lewis em Natural Born Killers. O asfalto rola por baixo do carro, como uma esteira, num logo-ali que nunca acaba. E cada qual com seu tempo. O mesmo tempo que passa veloz, como a estrada por baixo do carro, é o mesmo tempo que limpa como Omo, o branco total; que faz a paisagem passar e o céu parar. Como param teus olhos nos meus. Mesmo que por detrás desses óculos escuros, grandes. E esse sorriso blindado,
de cabelos soltos que tremulam como bandeira, parados como o céu.
Parados como o tempo que invade o carro.
Como se construísse um novo cenário.


25.6.08

Velho Lawrence

Nunca perguntei como ele veio parar por aqui. O certo é que eu tinha lá os meus vinte e poucos anos; ele já com uns cinqüenta e muitos. Usava um bigodão branco, manchado de nicotina. Fumava pelos cotovelos. Velho Lawrence. Um inglês diretor de arte. Conheci o velho na Mendes. Cerveja era com ele. Ilustrador de mão cheia. Alguns truques, com canetinha Design, aprendi com ele. Não consigo fazer no Photoshop. Nunquinha.

Falava um português arrastado - talvez o peso fosse uma âncora tatuada num dos pulsos.
Era meu aniversário. Era praxe o bolo “lá embaixo”, às seis em ponto. Canta parabéns. Come o bolo e de volta à rotina. Lawrence se aproxima e diz que tinha aprendido a gostar de muita coisa que eu ouvia enquanto fingia que trabalhava. Fiquei surpreso. Do que um velho hooligan gostaria daquilo, que se fazia na terra dele, escutado do meu sonzinho? Sabe lá.
Virou-se e disse:
- Olhe, eu possa ser uma burro, mas desse Lawrence aqui eu gostar um bocado.
E me deu um poema do outro Lawrence, o Ferlinghetti. Que por acaso, o que me fez lembrar dessa história, encontrei hoje, sem querer, revirando os pertences, rumo a mudanças.

E o velho amigo Lawrence, por onde anda?
O do Ferlighetti vai abaixo:


Café Notre Dame

Uma espécie de trauma sexual
prende um casal abismado
Ele está segurando as duas mãos dela
nas suas
Ela está beijando as mãos dele
Estão olhando-se
nos olhos
de muito perto
Ela tem um casaco de peles
feito duma centena de coelhos correndo
Ele
tem um casaco clássico sombrio
e calças cinza-de-pardo
Agora estão a examinar as palmas
das mãos um do outro
como se fossem mapas de Paris
ou do mundo
como se estivessem à procura do Metrô
que os levasse juntos
através dos caminhos subterrâneos
através das “estações do desejo”
até ao terminal do amor
até às portas da cidade-luz
É um caso sem saída
e estão perdidos
nas linhas cruzadas
das suas palmas enlaçadas
suas linhas de cabeça e linhas de coração
suas linhas de sorte e linhas de vida
ilegíveis e misturadas
no mons veneris
da sua paixão.

(Gregory Corso, Lawrence Ferlinghetti. Photo, Ann Charters.)





24.6.08

Cenas de um (quase) casamento

Casamento numa cidade da China.O fotógrafo enquadrava os noivos na escadaria da igreja, quando o terremoto começou.






(do blog deiamundoafora.blogspot.com)

23.6.08

No more blue mondays

Hello, segunda!

22.6.08

Black is beautiful

(Solomon Burke)

A semana com o ouvido colado em pérolas da black. Set pronto. Numa dessas quintas toco no Café. Escolher as bolachas é quase impossível, mas fiz as 11 mais. Já estão no set. Le Bateau ía morrer de inveja. Vai Big Boy, vai ademir.
1, 2, 3...

1. The Stylistics
Betcha by golly wow

2. Marvin Gaye
What's going on

3. Bill Withers
Ain't no sunshine

4. Teddy Pendergrass
Close the door

5. The Jackson Five
I want you back

6. Bobby Womack
Woman's gotta have it

7. Al Green
Lean on me

8. Wilson Pickett
Land of 1,000 dances

9. Sam & Dave
Soul Man

10. Eddie Floyd
Knock on wood

11. Solomon Burke
Flesh and blood.

(Meu podcast fica pronto em breve, breve mesmo.)

Milho aos pombos


Domingo quente. Massa lidera a F1. Adoro o GP da França. Vamos almoçar fora. Depois praça, cachorro, dona do cachorro e Calvin. O cachorro cansa primeiro. Remo sova o listrado. Casa. Namoro. Filme. Domingo quente.

Cade, tu?


Por onde andas, inspiração?

Por andas que não passas de

uma página do Word em branco?


Vai, fala quantas moedas

queres por uma linha.

Te dou o que restou de mais

uma noite iluminada.


Ah, deves andar pelo inconsciente

escondida numa das páginas

de Pynchon.

Ou estaria nas do Wolffe.


Não, estás aqui.

Te peguei, preguiçosa.

Teimosa. Bêbada. Dopada.


Mas agora é tarde.

Te esperei muito.


O sono vem.


Amanhã te pego.

De jeito.


Na tua ressaca.

21.6.08

É isso aí, Manu


Mi vida, lucerito sin vela,
mi sangre de la herida,
no me hagas sufrir más.

Mi vida, bala perdida
por la gran vía, charquito de arrabal.
no quiero que te vayas,
no quiero que te alejes cada día más y más.

Mi vida, lucerito sin vela
(aquí no pegamos los ojos)
mi vida, charquito d’agua turbia,
burbuja de jabón,
mi último refugio, mi última ilusión,
no quiero que te vayas cada día más y más.

Mi vida, lucerito sin vela,
mi sangre de la herida,
no me hagas sufrir más.
(aquí no pegamos los ojos, aquí no
pegamos los ojos)
Mi vida

20.6.08

Taquitos para el laricón


Massa para Tacos

Rendimento: 16 porções

Ingredientes

- 2 xícara(s) (chá) de farinha de milho amarela
- 1 1/2 xícara(s) (chá) de água
- 1/2 colher(es) (chá) de sal
- 1 colher(es) (sopa) de manteiga

Modo de preparo
Coloque a água numa panela e ferve. Adicione o sal e manteiga. Acrescente a farinha de milho em flocos fino, mexe com uma colher e desligue o fogo. Deixe esfriar um pouco. Sove a mistura até formar uma massa homogênea, que dê para trabalhar com as mãos (adicione aos poucos e se precisar, acrescente mais água e farinha de milho, para dar o ponto). Divida a massa em 16 bolinhas tamanho de uma tangerina pequena). Coloque-as entre filme plástico e estique-as com o rolo, até formar um círculo fino de 2 mm. Untever vídeolevemente uma frigideira não aderente (ou de ferro) e vire cada tortilla de cada lado (elas devem ficar numa consistência que você possa dobra-las, para formar as taco Shell). Use -as para fazer enchiladas (faça rolos), tacos (meia luas), ou taquitos (rolinhos). Também pode esticar a massa toda entre filme plástico e cortá-la em círculos ( com ajuda de um copo) ou triângulos, para formar tortilla chips. OBS: para deixar no formato de taco Shells, assim que fritá-las dos dois lados, deixe esfriar um pouco e dobre-as ( cuidando pra não "fechar" muito), e deixe esfriar. Use o recheio de preferência: frango, carne, peixe mais alface em tirinhas, tomate picado, cheddar ralado, coentro picado. Se fizer enchiladas, após enrolar, coloque num refratário e cubra com queijo tipo prato ou cheddar ralado e molho de tomate. Para taquitos, faca os rolos bem fininhos. Tortilla chips, sirva com uma "salsa" meio ou bem picante.

Certo e errado



O "do" e o "don't" da Vice, minha revista preferida.